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Aplicação de Fluidos na Refrigeração Comercial

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É importante, quanto à aplicação de cada fluido refrigerante, definir o motivo da substituição, se por retrofit, ou para um novo projeto. No primeiro caso, é importante que o proprietário e o mantenedor do equipamento tenham recebido as informações completas sobre a aplicação do novo fluido refrigerante: eficiência, disponibilidade, classe de segurança, pressões de trabalho, compatibilidade material etc., bem como a justificativa pela substituição. Para o caso de novos projetos, a situação é mais simples, pois a definição pelo novo fluido foi tomada por critérios técnicos e comerciais.

Existem diversas opções técnicas homologadas, como por exemplo as misturas HFC+HFOs, os HFOs puros ou os naturais. Essas opções apresentam caraterísticas distintas às dos HFCs aplicados até então, o que deverá alterar pontos de projetos devido à eventual inflamabilidade, toxicidade e pressão, que deverão ser avaliadas caso a caso de acordo com a opção definida.

É importante sempre avaliar características técnicas, GWP (ou PAG – Potencial de Aquecimento Global), Grupo de Segurança (quanto à inflamabilidade e toxicidade) e Temperatura Glide, por serem variáveis que têm grande peso na definição técnica e comercial do fluido a ser escolhido com grande grau de influência em custo e complexidade do projeto. É oportuna a observação de que existe um excelente documento disponibilizado pela Abrava, a Renabrava 5 – Guia para Uso e Aplicação dos Fluídos Frigoríficos.

No caso das blendas HFC+HFO a aplicação é extensa e variada (BT,MT,AT) para equipamentos de pequeno, médio e grande porte com os tipos construtivos comuns de compressores e componentes, podendo ser utilizado como fluido de retrofit, sempre observando através de software dos fabricantes dos componentes qual é a variação de resultado apresentada no equipamento, mas de forma geral é bem satisfatório, com poucas alterações ou mudanças significativas. Observar, quando aplicável, a alteração do fluido lubrificante e dispositivos de expansão.

Para o caso dos HFOs puros a principal aplicação é para médias e altas temperaturas de evaporação, sendo também grupo de segurança A2L, baixa inflamabilidade, o que impõe especificidades com relação aos itens de segurança do projeto.

Para o caso dos HCs (hidrocarbonetos), a aplicação atende muito bem os três principais regimes (BT, MT, AT), porém são fluidos do grupo de segurança A3, inflamáveis, o que requer projeto específico de segurança e observação da carga máxima permitida por legislação para equipamentos conforme meio a ser resfriado. Normalmente são fluidos aplicados para equipamentos de pequeno porte com expansão direta (R-290, R-600a) e carga até 150g., porém, já há sistemas de grande capacidade em operação em regime de expansão indireta (chillers de propano com Glicol, cascata R290 x CO2). Não são opções para retrofit direto em equipamentos de média e alta capacidade. Para retrofit em equipamentos de pequena capacidade é obrigatório seguir as recomendações do fabricante, a legislação local, bem como a adequação de segurança para adaptação técnica da aplicação.

Usamos a referência indicada na literatura da Bitzer (Refrigerant Report A-501-21) para orientação aos clientes. A classificação de segurança deverá sempre ser observada por ser fator determinante ao projeto e à capacitação dos usuários. A tabela indica a classificação quanto ao grau de toxicidade e inflamabilidade de fluidos refrigerantes. Algumas blendas HFO+HFCs são do grupo A2L, HFOs são A2L, HCs (hidrocarbonetos) são A3.

A norma ASHRAE 34 apresenta especificamente os dados e a classificação dos fluidos frigoríficos reconhecidos, é altamente recomendada a definição no projeto por fluido refrigerante classificado nesta tabela ASHRAE, pois a maior parte dos fabricantes de componentes apenas homologam seus produtos para aplicação de fluidos que constam dessa tabela. Além da classificação de segurança indicada conforme a tabela, é importante verificar a faixa de pressão de trabalho do fluido definido para adequação mecânica do projeto.

Conforme exposto, no caso de retrofit, primeiramente é preciso verificar via software do fabricante dos componentes (compressores, trocadores de calor etc.) o desempenho (capacidade frigorifica e COP) comparado ao fluido em uso, bem como impacto ambiental (TEWI) e GWP (PAG) de acordo com prazos estabelecidos pela legislação local e nacional, normas de segurança aplicáveis, inflamabilidade (adequação de projeto elétrico, emergência e ventilação), toxicidade via monitoramento de concentração ambiente, propriedades e compatibilidade material do fluido refrigerante, aspectos econômicos e disponibilidade, custo de adaptação do sistema e dos serviços e manutenção.

 

Fonte: http://www.engenhariaearquitetura.com.br/2021/02/o-que-observar-quanto-a-aplicacao-de-fluidos-na-refrigeracao-comercial[:es][:pb]

É importante, quanto à aplicação de cada fluido refrigerante, definir o motivo da substituição, se por retrofit, ou para um novo projeto. No primeiro caso, é importante que o proprietário e o mantenedor do equipamento tenham recebido as informações completas sobre a aplicação do novo fluido refrigerante: eficiência, disponibilidade, classe de segurança, pressões de trabalho, compatibilidade material etc., bem como a justificativa pela substituição. Para o caso de novos projetos, a situação é mais simples, pois a definição pelo novo fluido foi tomada por critérios técnicos e comerciais.

Existem diversas opções técnicas homologadas, como por exemplo as misturas HFC+HFOs, os HFOs puros ou os naturais. Essas opções apresentam caraterísticas distintas às dos HFCs aplicados até então, o que deverá alterar pontos de projetos devido à eventual inflamabilidade, toxicidade e pressão, que deverão ser avaliadas caso a caso de acordo com a opção definida.

É importante sempre avaliar características técnicas, GWP (ou PAG – Potencial de Aquecimento Global), Grupo de Segurança (quanto à inflamabilidade e toxicidade) e Temperatura Glide, por serem variáveis que têm grande peso na definição técnica e comercial do fluido a ser escolhido com grande grau de influência em custo e complexidade do projeto. É oportuna a observação de que existe um excelente documento disponibilizado pela Abrava, a Renabrava 5 – Guia para Uso e Aplicação dos Fluídos Frigoríficos.

No caso das blendas HFC+HFO a aplicação é extensa e variada (BT,MT,AT) para equipamentos de pequeno, médio e grande porte com os tipos construtivos comuns de compressores e componentes, podendo ser utilizado como fluido de retrofit, sempre observando através de software dos fabricantes dos componentes qual é a variação de resultado apresentada no equipamento, mas de forma geral é bem satisfatório, com poucas alterações ou mudanças significativas. Observar, quando aplicável, a alteração do fluido lubrificante e dispositivos de expansão.

Para o caso dos HFOs puros a principal aplicação é para médias e altas temperaturas de evaporação, sendo também grupo de segurança A2L, baixa inflamabilidade, o que impõe especificidades com relação aos itens de segurança do projeto.

Para o caso dos HCs (hidrocarbonetos), a aplicação atende muito bem os três principais regimes (BT, MT, AT), porém são fluidos do grupo de segurança A3, inflamáveis, o que requer projeto específico de segurança e observação da carga máxima permitida por legislação para equipamentos conforme meio a ser resfriado. Normalmente são fluidos aplicados para equipamentos de pequeno porte com expansão direta (R-290, R-600a) e carga até 150g., porém, já há sistemas de grande capacidade em operação em regime de expansão indireta (chillers de propano com Glicol, cascata R290 x CO2). Não são opções para retrofit direto em equipamentos de média e alta capacidade. Para retrofit em equipamentos de pequena capacidade é obrigatório seguir as recomendações do fabricante, a legislação local, bem como a adequação de segurança para adaptação técnica da aplicação.

Usamos a referência indicada na literatura da Bitzer (Refrigerant Report A-501-21) para orientação aos clientes. A classificação de segurança deverá sempre ser observada por ser fator determinante ao projeto e à capacitação dos usuários. A tabela indica a classificação quanto ao grau de toxicidade e inflamabilidade de fluidos refrigerantes. Algumas blendas HFO+HFCs são do grupo A2L, HFOs são A2L, HCs (hidrocarbonetos) são A3.

A norma ASHRAE 34 apresenta especificamente os dados e a classificação dos fluidos frigoríficos reconhecidos, é altamente recomendada a definição no projeto por fluido refrigerante classificado nesta tabela ASHRAE, pois a maior parte dos fabricantes de componentes apenas homologam seus produtos para aplicação de fluidos que constam dessa tabela. Além da classificação de segurança indicada conforme a tabela, é importante verificar a faixa de pressão de trabalho do fluido definido para adequação mecânica do projeto.

Conforme exposto, no caso de retrofit, primeiramente é preciso verificar via software do fabricante dos componentes (compressores, trocadores de calor etc.) o desempenho (capacidade frigorifica e COP) comparado ao fluido em uso, bem como impacto ambiental (TEWI) e GWP (PAG) de acordo com prazos estabelecidos pela legislação local e nacional, normas de segurança aplicáveis, inflamabilidade (adequação de projeto elétrico, emergência e ventilação), toxicidade via monitoramento de concentração ambiente, propriedades e compatibilidade material do fluido refrigerante, aspectos econômicos e disponibilidade, custo de adaptação do sistema e dos serviços e manutenção.

 

Fonte: http://www.engenhariaearquitetura.com.br/2021/02/o-que-observar-quanto-a-aplicacao-de-fluidos-na-refrigeracao-comercial[:][:]

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